O produtor Laudz acaba de lançar um álbum só de intrumentais. Fizemos um bate papo rápido com ele sobre este trabalho, confiram o albúm e o nosso bate papo:
BECO41 - Quando surgiu a idéia de lançar um albúm só de instrumental? Laudz: A ideia surgiu no começo do ano, por volta de fevereiro março, juntei uns
beats que eu gostava, alguns novos aí fiz uma "peneira".
Como surgiu a parceria com o Dj RM e a produção da intro do seu disco? Sempre admirei o trabalho do RM, e ele esteve em Curitiba com o RAPadura
e trocamos ideia, e só concretizamos no disco, foi muito louco! Como foi feita a parceria com André Maini? A produção das faixas foram
pela internet ou vocês sentaram em um estúdio e produziram o som? A parceria com o André foi legal pois ja trabalhamos juntos a um tempo, convidei
ele para esse disco ele topou de primeira, e foi tudo pela internet. Caso alguém queira rimar em cima de alguma dessas instrumentais, como
faz? Cara, isso vai ser legal, espero que possa ver bons mc's fazendo isso, novos
talentos, e que derrepente até surjam músicas novas com eles. Você amadureceu bastante teu estilo, você acha que a compilação
dessas intrumentais reflete a evolução do seu estilo nas batidas? Sem dúvida, esse trabalho foi muito importante para deixar bem claro
para todos o estilo que estou seguindo. Deixa um salve para que vai escutar este trabalho aqui no portal Obrigado primeiramente ao BECO41 pela oportunidade, e a todos que
acompanham o blog e meu trabalho.
CWBase está finalizando o seu segundo disco pelo selo Underapz. Conversamos com ele para saber quais são os próximos passos de sua carreira, influência do skate e porque adotou a frase "rua a essência continua" como título do seu álbum.
BECO41 - Quando foi que você decidiu ser mc?
Desde pequeno escuto rap, mais um certo dia que estudava a noite no
centro meus parceiros mostraram o Quinto Andar, Slim Rimografia, isso em
2004. Isso influenciou muita gente que fazia improviso na esquina e por influências dos amigos que la formei, me joguei nesse
mundo do rap improvisado.
Quais foram as suas primeiras influências no rap?
Racionais, Apocalipse 16, RZO,
Gabriel Penssador, Pavilhão 9, 509E, MV BILL, DR DRE, SNOOP DOGG, Bones,
Cypress Hill, Fugees, WU TANG, na época escutava algumas nas rádios e
outras em tapes dos parceiros, foram esses grupos que me fizeram escutar
apreciar e entender o RAP. Antes de ser MC fui um bom ouvinte.
Você está para lançar seu segundo disco. Como surgiu a idéia dele?
Logo depois que lancei meu primeiro
ep, vi o rap invadir a mídia, e tomou uma proporção muito grande
nacionalmente. Notei que vários mc's
seguiram outra linha de rap pra se adequar a mídia de hoje e
particularmente fiquei triste e com vontade de mostrar que o rap com
essência ainda existe, por isso o nome RUA a ESSÊNCIA CONTINUA... Quer dizer que
eu sempre estive nas ruas, vi e vejo muitas
coisas no dia e na noite , eu vivo isso, são coisas simples
que relato nos meus raps. A essência quer dizer que a minha música é o
que eu sou, não criei nem um personagem eu apenas canto o que vivo, o que
vejo, o que eu sinto, independente de me adequar a atualidade, eu faço
RAP.
Você está para lançar um clipe, fale um pouco do processo de produção dele.
Sim estou pra lançar meu Clipe Oficial da música É
ASSIM..., a primeira single do meu segundo cd com um beat do
meu mano Dario Beats onde saiu essa canção maravilhosa.
O clipe foi dirigido filmado e editado pelo Bruno Perna, só tenho a dizer que foi muito bom trabalhar com ele, que além de um excelente profissional é um excelente amigo, um exemplo de vida. Foi uma honra trabalhar com ele.
O clipe foi dirigido filmado e editado pelo Bruno Perna, só tenho a dizer que foi muito bom trabalhar com ele, que além de um excelente profissional é um excelente amigo, um exemplo de vida. Foi uma honra trabalhar com ele.
Teu disco vai vim com varias parcerias, tem alguma que você ache que foi a mais surpreendente?
Graças a Deus meu novo disco vai ter 19 Faixas com participações dos
produtores: Zone, Midjey, Dario, Dingo, PomBeats, Um2, Ibra, Ban
Mcs: Gaucho e Midjey(Lado Trilho)Zone, Medo, Coimbra, Jessica Kaka, Thestrow, Nocivo Shomon (sp), Resper B e Dj Ramirez.
Grandes amigos e artistas vão participar desse cd. Quero agradecer a essas pessoas que estão fazendo parte desse sonho.
Mcs: Gaucho e Midjey(Lado Trilho)Zone, Medo, Coimbra, Jessica Kaka, Thestrow, Nocivo Shomon (sp), Resper B e Dj Ramirez.
Grandes amigos e artistas vão participar desse cd. Quero agradecer a essas pessoas que estão fazendo parte desse sonho.
Você lançou um som em homenagem ao skate. Fale um pouco de como o skate influencia teu som
Skate é vida. Se escuto Rap é por causa do Skate. Andei muito de skate na minha vida. Depois que eu me acidentei na perna não tenho os movimentos perfeitos como tinha antes, então fui me dedicando a outras coisas, mais sempre com o carrinho debaixo do braço (risos). Eu fiz essa canção pros skatistas dessa cidade,e como eu faço rap me achei no dever de compor algo para o skate. Na minha opinião eé a minha melhor música, pois conta o que eu fiz resumido em uma poesia simples e com muito sentimento.
Valeu Base deixa um salve para quem vai ler nosso bate papo!
Claro, quero deixar um salve primeira mente pra vocês do Beco41, que somam na cena do rap paranaense, vocês estão de parabens.
Quero deixar um salve pra minha mãezinha, meu pai, minha irmã, meu sobrinho, aos meu amigos que divitem o teto comigo: o Gaúcho e o Mj do grupo Lado Trilho. Agradecer também ao pessoal do selo Akimemu que tão junto comigo sempre. Ao pessoal da família Underapz, um salve pro Perna, um salve pra todos que estão no meu cd, e um salve pra quem escuta as minhas músicas.
Canto o que vivo e vocês se indentificam porque vivem o que eu vivo, e isso me faz feliz. Paz familia, tamo junto, SALVE GERAL!
Quero deixar um salve pra minha mãezinha, meu pai, minha irmã, meu sobrinho, aos meu amigos que divitem o teto comigo: o Gaúcho e o Mj do grupo Lado Trilho. Agradecer também ao pessoal do selo Akimemu que tão junto comigo sempre. Ao pessoal da família Underapz, um salve pro Perna, um salve pra todos que estão no meu cd, e um salve pra quem escuta as minhas músicas.
Canto o que vivo e vocês se indentificam porque vivem o que eu vivo, e isso me faz feliz. Paz familia, tamo junto, SALVE GERAL!
Formado pelo duo Thiago PRÓDIGO e Vinicius NAVE, o SAVAVE é um dos
grupos mais respeitados na cena curitibana.
No corre desde 2002 a dupla
despontou no cenario pelo estilo próprio nas rimas e batidas bem
produzidas.
Em 2008 lançaram o trabalho "“PromoTape – Feito Sob Medida” com 7 faixas, uma prévia do que seria seu disco oficial "Versão Extendida", que conta com um time pesado de beatmakers como Renan Saman, Thew Franklin, Laudz, Munhoz, Casp e a própria dupla. Além das participações de Black Alien, Kamau e Ogi nas rimas. Em 2012 lançaram um trabalho em homenagem a J Dilla, produtor que tem grande influência em suas musicas.
Em 2008 lançaram o trabalho "“PromoTape – Feito Sob Medida” com 7 faixas, uma prévia do que seria seu disco oficial "Versão Extendida", que conta com um time pesado de beatmakers como Renan Saman, Thew Franklin, Laudz, Munhoz, Casp e a própria dupla. Além das participações de Black Alien, Kamau e Ogi nas rimas. Em 2012 lançaram um trabalho em homenagem a J Dilla, produtor que tem grande influência em suas musicas.
Em nossa conversa o grupo nos contou o significado do nome Savave, a
influencia de Dilla na vida deles e como o skate interagi na vida deles.
Senhoras e senhores SAVAVE ta na casa!!!
Senhoras e senhores SAVAVE ta na casa!!!
1 - Sallve Sava! Antes de tudo porque o nome SAVAVE?
R: Vem da brincadeira com a sigla S.A.C (Serviço de atendimento ao consumidor). S.A.V.A.VE era uma sigla para Serviço de Atendimento a Vitimas do Atropelamento Verbal. Mais tarde resolvemos simplificar e deixa numa palavra única. SAVAVE.
2 - Qual a influência do skate dentro da musica de vocês?
R:
Skate influenciou muitas pessoas e com a gente não foi diferente, e
claro o que mais influenciou foram as trilhas sonoras dos videos em
meados dos anos 90. Sempre tivemos contato com o skate (por moramos em
uma cidade que além do rap respira skate) e por consequencia já
conseguimos realizar alguns trabalhos com o mercado do skate e com
skatista profissionais. O skate é um ambiente que gostamos muito de
fazer parte também
3 - O disco de vocês tem participações ilustres como BlackAlien, Ogi e Kamau. Como surgiu essas parcerias para o disco?Surgiram em consequencia da nossa amizade com eles. O Ogi é um amigo de
longa data e essa parceria no nosso disco era a única que tinhamos
certeza, mesmo antes de construir a ideia do disco. Já o Black Alien e o
Kamau, o convite surgiu durante a gravação do disco e eles aceitaram.
Foi uma experiência única, ter a oportunidade de gravar ao lado deles
que foram também foram influencias pra nós. Satisfação total trabalhar
ao lado de todas as pessoas que trabalharam com a gente nesse álbum,
melhor ainda saber que todos eles aceitaram o convite.
4 - Vocês pretendem lançar algum videoclipe. Qual musica?
R:
Sim, com certeza. estamos planejando um clipe de estreia. A música
ainda vai ficar na surpresa, mas logo mais termos novidades a respeito.
5 - Vocês ja tinham feito uma música
com o Cadélis em homenagem a J-Dilla. E agora vocês lançaram esse
trabalho Savave vs J Dilla. Qual a importância dele na musica de vocês?
Toda! Nossa formação musical tem a base em J Dilla. Imagina você
escutar alguns dos clássicos do rap, como A Tribe Called Quest, De La
Soul, Slum Village, Pharcyde, Q-Tip, Common, Busta Rhymes, entre outro, e
descobrir que foram produzidas por ele?! Não tem como não ser
influenciado. Ainda mais que sempre fomos ligados em pesquisar
produtores.
6 - Fora Dilla quais são os artistas que mais influenciaram a musica de vocês?
R: Nossas influencias de alguma maneira tem destaque nas
nossas músicas, sejam citados nas letras ou usando samples. mas elas vão
de música brasileira dos anos 60/70, passando pelo clássicos do Quiet
Storm, pela Golden Era do Rap, chagando ao mais atual que está sendo
lançado. Se é música boa, de alguma maneira vão nos influenciar.
7 - É isso ai Sava! Muito obigado pela conversa. Deixa os contatos e um sallve pra galera que vai ler o post.
Sallve a todos os leitores e seguidores do Beco 41, aos ouvintes de rap e de boa música! abraços a todos!
Contatos:
Twitter: @SAVAVE
www.soundcloud.com/savave - lá tem todos os nossos trampos disponíveis para donwload.
Valeu o espaço BECO41! gratos
Hoje o BECO41 conversa com um dos nomes mais forte na cena do graffiti curitibano, o escritor Bolacha. Na nossa conversa ele nos contou como começou a pintar, suas preferência de estilo e a diferença de um trampo por lazer e um trabalho comercial. Com você Bolacha, "O grafiteiro que é sua cara"
.
1 - Salve Bolacha. Como foi que você começou a pintar?
Salve! Em 97 comecei a fazer algumas tags pela cidade apenas por
diversão. Em 98 tive o primeiro contato com o graffiti, em um encontro
de hip hop próximo onde eu morava, havia muita gente e alguns artistas
colorindo toda a praça. Foi um impacto pra mim, fiquei maluco em ver os
desenhos feitos com spray, depois disso comecei a juntar material e
fazer alguns trabalhos de madrugada, com pincel, resto de tinta que
conseguia e nunca mais parei.
2 - Como você concilia a sua vida profissional e o graffiti por lazer?
Hoje
é bem complicado, separo bem cada estilo, trabalho com aerografia, faço
pinturas com compressor em qualquer material. Já o Graffiti é meu
Hobby, procuro um local maneiro para me dedicar a produção, normalmente
gosto de fazer o Graffiti com um tema, cenário, já que meu trabalho
preciso fazer os desenhos que me passam, o Graffiti me deixa livre, faço
o que eu gosto.
Muita loucura, efeito das tintas
acabaram transtornando minha mente. Foi uma brincadeira, no começo,
gostava de inventar personagens com o pintor Case para pintar nos painéis,e uma
mistura de alguns animais com insetos, uma mutação de criação, criamos o
ratochorroabelha, magatomute, gatoelho e assim vai.
4 - O que você gosta mais de pintar, letras ou personagens?
Hoje estou mais nos personagens, quero praticar rostos,
mas curto muito letras, vai mesmo do ânimo e do muro. Mas tenho um
pouco de dificuldade para letras, parece que já existe tudo, todos os
estilos, aí prefiro diferenciar pintando mais personagens.
5 - Se você pudesse pintar qualquer lugar no mundo qual seria e que cores você usaria?
Poxa!
Na verdade não tenho tanto sonho, acho que qualquer lugar estaria
ótimo, curto muito os prédios da Alemanha , seria maneiro conseguir
pintar uma lateral de algum prédio. As cores são sempre complicadas, penso
em alguma cor na hora sempre muda tudo, deixa que na hora flua .
6 - Para você o que é mais fascinante o traço ou a combinação das cores?
Presto mais atenção no conjunto, nas combinação de
cores, acho que isso que dá o impacto no trampo, conseguir mesclar as
cores certas, você já observa que o artista tem uma noção maneira para
pintar, depois analiso os traços, capricho, detalhes...
7 - Qual graffiti você se lembra que deu mais trabalho?
Lembro que pintei dentro a FGV , imitei uma janela no
prédio, tinha aproximadamente 15 metros de altura, tiramos 2 ou 1 pra ver
quem ia pintar mais alto (risos), o desenho era simples mas a altura e desconforto no andaime foi complicado. Mas o que deu mais trabalho foi o
Graffiti "A História", bem grande, muito desenho, mas para mim foi um
prazer se dedicar naquela pintura, a tempo queria fazer, mas não achava
um muro certo, reduzi alguns quadros mas deu certo.
8 - Tem um graffiti seu com o tema 'causa e efeito' porque você escolheu esse tema?
Ando bem revoltado com tudo, com as pessoas, cada dia
que passa uma decepção, vejo crimes, assaltos, mortes, estupros, e nada
de justiça, sempre saem impune, se têm dinheiro então nem a julgamento
vaão pelos crimes cometidos. Vendo essa vergonha que nosso País está,
políticos corruptos... tudo está a venda todos se vendem, tudo tem seu
valor! Penso no que resta, a beleza que ainda tem na natureza, os
animais, a água, que não sabemos ate quando vamos ter, vi uma
reportagem sobre o desmatamento, tráfico de animais fiquei muito
chocado, na hora pensei na Causa e no Efeito que isso está nos causando,
sem nem imaginar o quanto isso está nos afetando, direta ou
indiretamente, sentimos isso a cada dia.
O muro foi perfeito
para a ideia, muita gente nao entende, porque não vê os dois lados, tive
até problema com o desenho, porque no prédio moram muitos chineses e
japoneses, para eles o esqueleto, e a tartaruga dá
azar, falaram para eu apagar ou eles iam chamar a polícia, eu falei "fiquem a vontade só deixa eu tirar a foto antes".
Achei isso uma vergonha, cade minha liberdade de expressão, colocar
fotos de mulher pelada em outdoor pode , agora pintar uma realidade não?
O bom que não apagaram, está lá ainda, gosto muito daquele trabalho
espelho.
Na moral! Vamos prestar mais atenção nas nossas
atitudes, rever alguns conceitos, precisamos dar mais valor a vida, dar
valor as amizades a familia, em quem esta do nosso lado, porque isso nao
tem volta. Respeito e Humildade sempre, assim conseguiremos fazer a
diferença e consquistaremos nosso espaço .
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| Devis pintando no Japão |
Hoje o BECO41 conversa com um dos maiores agitadores culturais do cenário do graffiti em Curitiba. O escritor de graffiti e empresário Michael Devis. Em nossa conversa ele nos contou de como começou a pintar, suas influências, sua viajem para o Japão, a importância do Prêmio Paraná HipHop e o que levou ele a montar a loja da Capsula.
1 - Dae Devis. Para começar a conversa quando e como foi que você começou a pintar?
1 - Dae Devis. Para começar a conversa quando e como foi que você começou a pintar?
Salve BECO41. Cara comecei no final de 1998, rabiscava umas carteiras na
escola um dia assisti um video na escola na aula de artes, o
filme BASQUIAT na qual retrata a vida de um escritor de graffiti, então comecei a rabiscar umas paredes com uma galera da vila onde
eu morava que no caso era OS SINISTROS, na época já existia OS CARETAS
e OS FIGURAS que no caso nos colavamos junto, em meados de 1999
comecei a pintar com minha crew recém fundada que era eu, Digo, Pet e
Dead ainda só curtição e bombs pela city ( na época assinava outro
apelido que até é engraçado INTIMO hahaha ) Bom e por ai vai tive várias
influências e diversas vertentes. Mais meu primeiro contato foi em
1997 na exposição AMERICAN GRAFFITI em Curitiba, na real eu nem sabia
o que era e que depois faria parte disso, pois minha mãe que me levou
nesta exposição e na real na época nem curti muito hahha ( eu era muito
muleke ).
2 - Como você ve a atual cena do graffiti brasileiro?
Cara
a cena tem dois lado, por um esta maneiro muitas coisas novas chegando
( material, acessórios etc. ) e isso vem transformando muito a
qualidade dos trampos na qual todos crescem. Porém por outro lado rola
muito patifaria na cena, muita falação e pouca coisa na rua, com as
coisas a facil acesso tem uma geração que mais fala do que faz se preocupa
mais com o que o cara do lado faz do que o role dele ou seja muito
criticos de arte ou modinha mesmo hahah. Mas acredito que isso seja
passageiro porque esses mesmos que estão nessa vibe daqui uns meses ou
anos estarão em outra, axé, vaneirão ou sei lá e quem realmente faz
continuara com perrengue ou não rsrs.
3 - Para você qual a importância do graffiti estar se apropriando de espaços privados como galeria e museus?
Mais
que merecido, pois a revolução da arte hoje somos nós, o graffiti
trouxe novos conceitos e estilos, trouxe uma geração que quer impor
o que pensa. Ainda existe resistência desses espaços mais as coisas andam com quem faz certo .
4 - O que você mais gosta de pintar?
Cara
eu to numa vibe muito minha, morei um tempo fora do Brasil e conheci
novas coisas que influenciaram muito meu estilo. Hoje costumo muito usar a
sofisticação e sensualidade ( masculina e feminina ) que no japão se
chama LOLITAS ( jovens que se vestem que nem bonecas e com cilios
enormes ), mas eu pinto um pouco de tudo letra, personagem o que vem
na vibe do dia e dos amigos.
5 - Para você quais são as maiores dificuldades que o graffiti encontra atualmente?
Sociedade, ao mesmo tempo que a sociedade acha bonito e interessante querem
limitar o que você tem que fazer ou seja rotular para se enquadrar em uma
sociedade ou em umsetor academico ( para poderem explicar isso é
graffiti ), acho isso ridiculo porque graffiti é liberdade de
expressão seja ela em qualquer lugar, outra parada foda é material,
preços, até os materiais nacionais custam caro mais não vejo isso como
culpa dos fabricantes e sim do governo que cobra taxas altas em cima dos
produtos aqui industrializados.
6 - Como você ve o mercado do graffiti comparado com 10 anos atrás
Esse
é um ponto polêmico porque existe essa barreira de alguns em questão de
mercado de graffiti, porém acredito assim indiferente de onde, quando
e com quem que você faça graffiti portanto que você faça o que você quer
( liberdade de expressão ) seja ela remunerada ou não continua sendo
graffiti então assim o mercado cresceu todos usufluem disso porem existe
maneiras de traduzir isto corretamente, pois o mercado esta absorvendo
da maneira que ele quer vender e isso fere a liberdade de expressão do
artista de rua e do movimento. Acho bom ter o mercado pois isso traz
crescimento financeiro e credibilidade ao artista porém quando ele faz
com seu estilo e seu conceito.
7 - Você morou por algum tempo no Japão. O que você aprontou por la?
Caraca
que saudades hahaha, cara trabalhei em duas agencias de designer lá
com oque aparecia pela frente, fiz vários trampos comerciais com a
técnica do graffiti e ilustrações, trabalhei em fabrica também para
levantar um né, mas as boas lembranças são as festas e os rolês com os
japas loucos hahaha pois lá a maioria dos rolês são em locais afastados
então com isso era uma viagem para pintar. O que mais me marcou lá foi
ter pintado na neve com a AIB sensação e momento inesquecivel.
![]() | |
| Devis e Aib no rolê |
8 - Para você qual a importância do PrêmioParanáHipHop?
RSRS, sou suspeito para falar pois faço parte da produção do evento, mais
acredito que quando um movimento se une e mostra sua força tudo se
desenvolve, varias portas se abrem e todos crescem como pessoa e como
artistas, o prêmio é uma parada simbólica pois o que realmente vale é
você ver os 4 pilares do movimento ali junto e unido sem atritos ou
inveja do trabalho alheiro.
9 - Porque você resolveu montar a Capsula?
Cara
na real sempre tive vontade de trabalhar com algo que pude-se de alguma
forma fortalecer o acesso a material em Curitiba, sempre viajei para
vários lugares do Brasil e sempre percebi essa falta de produtos e
material na qual muitos não conseguiam desenvolver algo mais detalhado
ou produtivo, porém nunca tive $$$ para isso no ultimo ano apostei
todas as fichas nesse projeto com minha sócia Bianca ( aib ) e estamos
ai batalhando em prol de todos. Hoje várias lojas do Brasil todo, se
espelham em nós ou buscam material conosco, acredito por ter essa
linguagem casual e simples de estar ali com a barriga no balcão e sem
frescura, de estar no role com um cara que pinta a 10 anos ou a um mês.
10 - Valeu a conversa Devis. Deixa um recado pra quem vai ler o bate papo.
Porra
valew você sonner e toda a produção do beco 41, parabéns pelo site e
o que você proporciona para as pessoas do movimento hip hop. Bom cara
gostaria de agradecer primeiramente a Deus por tudo que me iluminou
neste ano, Bianca por estar sempre na vibe comigo, minha crew ACTION
COLORS, meu imão que descanse em paz, minha familia guerreira, meus
amigos, a galera que pinta, bboys, beat makers, mcs e toda a galera
que esta ai batalhando por Curitiba .
Gostaria de deixar uma mensagem : VIVA O GRAFFITI PORRAAA menos criticos de arte e mais artistas .
Gostaria de deixar uma mensagem : VIVA O GRAFFITI PORRAAA menos criticos de arte e mais artistas .
Vencedores da categoria RapGospel no PrêmioParanáHipHop 2011, o Banca DK prepara sua segunda tour para a Europa, seu segundo disco oficial e mais uma mixtape em parceria com outros grupos do cenário gospel. Hoje batemos um papo com um dos integrantes do grupo, o mc Leo. Confira abaixo como foi.
1 - Salve Leo! Explica pra gente como você começou a fazer rap?
Isso foi a 12 anos atrás no interior de Säo Paulo (Cotia), comecei a
fazer rap por sentir a necessidade de fazer algo para o meu próximo. De ver
muita coisa errada e querer mostrar outro caminho e o rap foi a forma
mais contundente de se fazer isso.
2 - Como você ve a importância do rap gospel na sociedade?
Na realidade o rap Gospel seria uma
ferramenta de uma construção muito maior chamado Evangelho de Cristo, o
rap gospel tem uma grande importância pois tem inumeras histórias de
jovens que conheceram Cristo através de eventos, cds, videos de grupos
de rap. Mais não é um fim, em si mesmo o mais importante é a mensagem
do Evangelho que é carregada nos temas, o foco nos eventos e tudo que
envolve tem como objetivo mostrar pras pessoas o amor de Cristo por nós.
3 - O Banca DK ta com viajem marcada para Europa. Explica melhor essa história pra gente.
Essa
foi uma história que comecou o ano passado quando fizemos a nossa
primeira tour internacional, passamos 2 meses em eventos na Suiça e em
Portugal, foi uma experiencia muito loca. Graças a Deus as portas foram
abertas e permaneceram abertas tanto que estamos voltando agora no
começo de Abril, para mais 2 meses de eventos e dessa vez vamos passar em 5
países (por enquanto). O que nos deixou com uma responsabilidade ainda
maior de representar de certa forma nossa querida Curitiba là fora.
4 - Dentro do cenario gospel, quais são as suas maiores influências?
Dentro a musica evangèlica eu curto muito
Judson de Oliveira, Daniel Alencar, Nova Geração que não são rap. Do
rap eu curto D'Cristo,Guerra Santa,DH,Prova Viva, Efikaz, Leozinho.
5 - Ano passado vocês ganharam o PrêmioParanáHipHop, o que significou isso para vocês?
Foi uma mistura de emoções essa parada do
Prêmio por que na hora que chamaram nosso nome passou um filme de 12
anos em poucos segundos na minha cabeça, de tantas lutas, tanta bola na
trave, tantas vezes acreditar que era, quando tudo dizia que não era,
significou muito pra mim em especial pois como falei foi 1 dos sinais de
que esse é o caminho certo, que valeu a pena cada luta e deu um gás pra
seguir nessa pegada.
6 - O que você pode adiantar dos próximos trabalhos que estão para sair do Banca DK?
Cara tem muita coisa pra sair, graças a
Deus estamos trabalhando muito, mais vamo lá: Esta saindo agora em Abril
a nossa primeira Mixtape chamada Ainda Nao é esse com varias
participaçoes, já estamos gravando o nosso 2 cd que vai se chamar
"Transformando Gerações" que vai ter um pessoal legal com agente nesse
disco. Vamos gravar também um DVD num formato bem diferente e bem legal em
Agosto, aguardem. Estamos com a Produtora "O Moio" em plena atividade e
pelo selo da produtora vamos colocar na rua o EP do DH. Estamos em
processo de produçao do 2 cd do Guerra Santa, o disco do D'Cristo. o
EP do Prova Viva de SC e a mixtape do Leozinho.
Em paralelo estamos gravando a primeira mixtape do Moio com todo mundo envolvido que vai sair agora em Julho. Como produtora também vamos fazer o lançamento da Mixtape da Banca D'K junto com o EP do DH, com uma atração internacional ainda em segredo, o que podemos adiantar é que serà em Agosto, em Julho entra no ar o site do O Moio com algumas surpresas.
Em paralelo estamos gravando a primeira mixtape do Moio com todo mundo envolvido que vai sair agora em Julho. Como produtora também vamos fazer o lançamento da Mixtape da Banca D'K junto com o EP do DH, com uma atração internacional ainda em segredo, o que podemos adiantar é que serà em Agosto, em Julho entra no ar o site do O Moio com algumas surpresas.
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| Cena do clipe CLICK http://www.youtube.com/watch? |
Muito obrigado pela espaço e o respeito do Beco 41 por nós, quero deixar um grande abraço para toda familia O Moio, Yaskara
Maia, D'Cristo,DH, Guerra Santa,Prova Viva,Leozinho,Dj Alheyo, Vinicius
Vivente, Deni, e dizer para galera que estamos trabalhando muito para
levar o Evangelho de Cristo da melhor forma possivel e com o máximo de
qualidade que podemos por uma unica razão que as pessoas saibam que
Jesus te AMA e que você tem valor.
Sigam
@bancadkoficial
@O_Moio
Contatos
041-8470-0951
Hoje o BECO41 bate um papo com o PiraPura.
O grupo londrinense, vencendor do Premio Paraná HipHop 2011 na categoria Disco/Mixtape conversou com a gente, onde eles falaram um pouco sobre o inicio da carreira, a produção do seu disco "Entre o lixo e o luxo" e da emoção de ganhar o Prêmio na categoria Disco/Mixtape.
BECO41:Salve! A quanto tempo o Pira Pura ja está na corrida?
PiraPura: Salve!!!Primeiramente agradecendo a oportunidade de poder divulgar nosso trabalho no Beco41.
O Pira Pura tem a formação desde 2002 onde lançamos o primeiro álbum PRA TUDO TEM UM COMEÇO.
Em 2005 lançamos o segundo álbum TEM QUEM RI/TEM QUEM APLAUDE.
E recentemente lançamos nosso novo trabalho ENTRE O LIXO E O LUXO.
![]() |
| Integrantes do Pira Pura: Yut, Pateta, Pena e Sujin. |
Há quanto tempo vocês estão preparando esse disco? Como foi o processo de gravação dele?
Já fazia 6 anos que o Pira Pura não lançava um CD,em junho resolvemos lançar um novo trabalho e a
VIBE era tamanha que no dia 1 de setembro de 2011 estavamos com o CD na praça.
Terminamos 40 músicas pra escolher 19, ficou muito som manero de fora .
Os vocais gravamos em nosso Home Studio e as instrumentais foram produzidas pelo Dj Samu de Londrina,
Gravadora Bonsai records do Japão e o Dj Coach One da Alemanha.
Esse disco tem participação de artistas gringos. como se deu essa parceria?
O Yut morou 16 anos no japão onde fazia shows para brasileiros e japoneses onde conheceu o Baka de Guess???( Rapper japônes de Osaka).
O Dj Coach One descobriu o Yut pelo Myspace onde hoje faz parte do clã mundial OvaseasMoviment.(www.ovaseas.com)
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| Da esquerda para direita: Rapper alemão El roy, Dj Coach One, Skater El Roy, Shiru the Loco, Yut e o rapper japonês Baka de Guess??? |
Como vocês vem a cena do HipHop ai em Londrina?
O Hip Hop sempre está vivo pra quem veste a camisa, muitos grupos nascem a cada dia tanto aqui como em todo o Brasil, temos muito talentos no rap aqui mas sem recurso pra expandir.
No Grafitti tem o Hugo e o Carão que são conceituados no movimento e hoje vivem de grafitti e tattoo.
O Dj Samu já tem nome em inúmeras produções e participações nos campeonato de DMC.
Esse ano vocês se apresentaram no Prêmio Paraná HipHop. Fale um pouco do que isso significou para vocês?
Cantar pra mais de 600 pessoas na capital do nosso estado foi maravilhoso.Assim que fomos pro hotel já tinha muita gente nos adicionando no face, estamos na conexão e esperamos voltar em breve pra Curitiba e mostrar nosso Show por completo...com certeza será uma Pira Pura.
Vocês esperavam levar o prêmio de destaque Disco/Mixtape?
Temos muitos fiéis do Pira Pura, nosso pedido de votação e a divulgação da premiação foi diária, de braços cruzados esperando nada cai do céu, só chuva e avião...
Ficamos impressionados com as atrações do evento e Curitiba está de parabéns por representar o paraná na MTV...etc...
Ver Curitiba levar todos os prêmios não foi fácil, alguns do Pira estavam até passando mal antes da nossa categoria...rs
No Pira Pura temos mais de 10 anos na caminhada, no rap de 15 a 18 anos...tem que gostar muito pra estar continuando, somando tudo, já da pra imaginar a importância desse reconhecimento inédito no Paraná.
Desdo começo da votação até o término a dedicação foi toda para a premiação. Acreditamos no nosso trabalho e fomos aí pra trazer o caneco.
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| O grupo Pirapura e DJ Samu na cerimônia de entrega do PrêmioParaná Hiphop 2011 |
Deixa um salve para quem for ler esse post.
Agradecemos de coração a recepção da Organização, nos sentimos em casa.
Um salve a todos presentes no evento Hip Hop Paraná , a todos que apoiam o Hip Hop, a todos os amigos que fizemos aí em Curitiba, a todos que dão um clique no site beco41 e ajudam a divulgar o rap nacional.
Em breve estaremos aí pra fortalecer ainda mais o hip hop paranaense.
Saúde e Paz a todos.
Quem quiser adquirir o Cd do Pirapura pode passar na Capsula Graffiti Shop. Se quiser conferir outras musicas deles podem acessar o soundcloud deles
Hoje iremos conversar com um dos pioneiros em gravação de rap na capital paranaense o mc e produtor EIBE.
Com um cd lançado no final do ano passado "Será que eu vou lembrar", Eibe retoma as produções da Lapaz e já prepara a próxima coletânea SOM DE CTBA.
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BECO41 - Salve Eibe! Quando você começou no rap?
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BECO41 - Salve Eibe! Quando você começou no rap?
Eibe: Foi em 93, quando eu, o BKe o Pulga começamos a escrever, por influência de alguns anos de rap, que conheci atraves do skate.
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| Circus: Um dos primeiros locais a ter festa de rap em CWB |
Quanto tempo levou a produção do seu novo disco "Será que eu vou lembrar"?
Nesse cd tem musicas de 2005, 2007 e também várias mais atuais. Foi num daqueles momentos do nada, eu pensei vou fazer um cd. Ai demorou uns 4 meses produzindo e os disco ficou pronto.
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| Lançamento do cd Será que eu vou lembrar: Lapaz Recordz e Equipe Fênix de basquete sobre rodas |
Como surgiu a idéia da musica "Rodas e basquete"?
Eu jogo na equipe de basquete UPB/Vikings, lá eu conheci o Adair, ele fez um evento que teve um jogo de basquete de cadeirantes, eu achei muito legal a ideia do evento e fiz essa musica em homenagem a eles.
Você é um dos pioneiros na cena. De 90 pra ca quais fatos marcaram mais sua carreira?
Foi o começo, em 93, em 98 com o dozeaba, 99 com o começo da lapaz, as coletaneas som de ctba, meu cd e as amizades que fiz atraves do Hip Hop.
A Lapaz Produsons foi o primeiro selo de rap em Curitiba. O que levou você a tomar essa iniciativa?
Antes não tinhamos como produzir cds de instrumental, o mundo não era digital, e fazer essa produção toda que hoje é tão facil era impossivel. Conseguiamos discos de vinil de instrumentais, faziamos gambiarras em k7 pra ter onde mandar nossas letras. Em 98 teve um evento que tinha 14 grupos, 11 cantaram no mesmo beat, nessa época eu tinha um computador pentium100 com 8 megas de memoria, 1,2 gigas de hd e comecei a ver que dava pra fazer umas coisinhas. Fui atrás aprendi como que fazia as gravações e beats e junto com o BK pensamos em poder fazer para galera seus beats e gravações. Assim surgiu a Lapaz.
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| Lapaz Records |
Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou para idealizar a Lapaz?
Os maiores desafios que temos são sempre financeiros, porque sempre precisamos fazer manutenção e atualização de equipamentos, e mutias vezes as pessoas não entendem porque se cobra pra fazer beats e gravações.
Como surgiu a idéia da coletânea "Som de CTBA"?
Em 2001 vários grupos já vinham gravar na Lapaz, então eu pensei em reunir esses grupos e fazer uma coletânea das músicas gravadas por eles.
E pra 2012. Já tem planos traçados?
Quero lançar a Som de CTBA volume 4, cd do Rapeti, Lado Trilho, De Rep'nt, Suspeito, Jotinha, DH, fazer vários beats e fazer o filme, que a princípio era pra ser um videoclipe, da música "Rodas e Basquete", mas a idéia foi crescendo e se transformou num curta metragem.
Deixe um salve e o contato pra quem vai levar a entrevista.
Quero agradecer por lembrar de mim, agradecer aqueles que acompanham os trampos da lapaz e aqueles que realmente querem ver o hip hop curitibano aonde ele merece estar, entre os melhores.
Acesse www.lapazrecords.com.br e www.soundcloud.com/eibe12 para ouvir os sons e ver o que anda acontecendo na Lapaz Records.
Hoje BECO41 tem a honra de apresentar um pouco da história do mc e produtor Galax!.
Com musica nova recém lançada na pista com produção de Laudz e participação de Nairobi, o Galaxão começa o ano com motor envenenado.
Galax - Pode vir bater de frente (Part. Nairobi - Prod. Laudz) by Galax - Studio KontrataK
Confira abaixo a entrevista que fizemos com ele!
BECO41: Salve Galax! Como começou a fazer rap?
Galax: Salve a todas as pessoas que estão lendo este bate papo!
No ano de 1989 eu era viciado no Rock da época, de Pink Floyd à Black Sabbath, e em 1990 influenciado por minha irmã mais velha (que me apresentou uma fita K7 contendo a música “Pânico na Zona Sul e Tempos difíceis”, do Racionais Mcs, gravada da coletânea Consciência black vl. 1), comecei a abrir meus ouvidos e mente para o RAP.
Me identifiquei com a proposta do rap, “protesto, denúncia, revolução e diversão”. Acreditava muito em tudo aquilo e resolvi começar a rabiscar meus primeiros cadernos, fazia a poesia e declamava com o ritmo da batida. Assim, em 1992 comecei a fazer meu primeiro rap sério. Ouvindo uma fita K7 no final de 1993, fui influenciado por um cara chamado Gabriel o Pensador que me fez pensar muito em ter um grupo de rap, então, em 1994 coloquei a idéia em prática. Inspirado em uma fala do Mano Brown, em uma entrevista que o Racionais Mc’s deu na época, “...O racionais não é advogado, o Racionais é tipo um cronista...”, batizei meu primeiro grupo de “Cronistas dos Fatos”. Este grupo teve integrantes que não fazem mais parte do Rap (Bill e Mc Moleque), mas também contava com a participação do meu parceiro Dj DEX, que continua até hoje. Em 1996 conheci um grande amigo, Adriano (Adelanã), que na época já fazia rap e também tinha um grupo. Neste período, tanto eu quanto ele, enfrentávamos problemas com nossos respectivos grupos, assim resolvemos nos unir seguindo com uma nova formação, porém com o nome Arquivo Negro que até hoje está em atividade.
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Foto: ARQUIVO NEGRO - Jd. Esmeralda – Colombo - PR 1997. |
Você além de mc é produtor. O que te levou a produzir suas próprias musicas?
Bom, iniciei no Rap em uma época muito pobre em comunicação em Curitiba, não existia computador e muito menos internet, pelo menos para a maioria dos meus conhecidos. Ter um telefone fixo era para poucos, por ser muito caro. Eram poucas as rádios que executavam este tipo de música e demorou a ter uma mídia que trabalhasse neste estilo musical, mas existia umas 2 ou 3 lojas na cidade (Doctor discos, Galeria de vinil, Spin) que vendia discos de vinil contendo trechos de batidas, efeitos e algumas bases para rappers. Todos os rapper’s da época compravam as mesmas edições dos discos, então imagine só, era uns 10 grupos cantando na mesma batida (risos). Era engraçado, porque tinha uns que até ficavam bravos de usar o mesmo BEAT. Comecei editando minhas primeiras batidas utilizando os Vinis contendo os beats, alterando a velocidade e aumentando o tempo, gravando depois em uma fita K7. Em meados de 2000 conheci meu professor na área, o Eibe, criador do selo “LA PAZ PRODUÇÕES”. Ele foi o pioneiro em produção independente em Curitiba, gravou e produziu a maioria dos rappers da época. Com a alta procura, Eibe começou a dividir seus conhecimentos comigo e, foi através do incentivo dele que montei meu próprio home estúdio, que hoje se chama Studio Kontratak. Assim consegui executar meus próprios trabalhos e de outras pessoas e grupos.
Confira alguns dos beats do Galax:
Studio KontrataK 2012 |
O Arquivo Negro tem uma grande história dentro do Hip Hop – PR. Tem algum ano em especial que ficou marcado na memória?
Então já são 16 anos, lançamos fita k7, fizemos parte de todas as edições da coletânea SOM DE CTBA e, durante todo este tempo que estamos na caminhada aprendemos muito com a vida, passamos por diversas fases, acompanhamos a evolução do hip hop e posso dizer que emociona lembrar o começo de tudo (não foi fácil!). Méritos a vários guerreiros que fizeram e ainda fazem parte do crescimento desta cultura. Aqui em Curitiba posso dizer que caras como Davi Black, Edie Mc, DJ Dex, Adriano, Jonathan o Gralha, Dj Primo, Marlão, Paulo (Adeleke), Celino, Aranha, Celião, Will, Cipó, Jamaika, Walderrama, Cachorro loko, Eibe, Danilo, Crises, Knab (Mocambo), Carlão, Dj Mk, Bronkx, Jana, Jack Stereo, Elton, Thaide, Menthor, Nei, Hauly, Big X, Dj Luiz, Eduardo, Ricardo, Simon, Dj Biofa, Jotinha, Maskot, Mazinho, Magú, Nairobi, Dj Jaff, Capadocia, Seco, Torto, VT, Jorge (JL), Nicam, Formiga, Hurakán, Bicho Kleber, Dj Ploc, Michel, etc... Estes que carregaram equipamentos pesados na mão, enfrentaram todas as dificuldades da época, fizeram festa com caixas da POLIVOX de 3 em 1, cantaram com microfone ou as vezes sem, militavam com zines, divulgavam no mão a mão, viviam ralados de dançar break no asfalto. Esta época foi muito especial! O início dos anos 90, onde tudo era só o começo por aqui!
Então já são 16 anos, lançamos fita k7, fizemos parte de todas as edições da coletânea SOM DE CTBA e, durante todo este tempo que estamos na caminhada aprendemos muito com a vida, passamos por diversas fases, acompanhamos a evolução do hip hop e posso dizer que emociona lembrar o começo de tudo (não foi fácil!). Méritos a vários guerreiros que fizeram e ainda fazem parte do crescimento desta cultura. Aqui em Curitiba posso dizer que caras como Davi Black, Edie Mc, DJ Dex, Adriano, Jonathan o Gralha, Dj Primo, Marlão, Paulo (Adeleke), Celino, Aranha, Celião, Will, Cipó, Jamaika, Walderrama, Cachorro loko, Eibe, Danilo, Crises, Knab (Mocambo), Carlão, Dj Mk, Bronkx, Jana, Jack Stereo, Elton, Thaide, Menthor, Nei, Hauly, Big X, Dj Luiz, Eduardo, Ricardo, Simon, Dj Biofa, Jotinha, Maskot, Mazinho, Magú, Nairobi, Dj Jaff, Capadocia, Seco, Torto, VT, Jorge (JL), Nicam, Formiga, Hurakán, Bicho Kleber, Dj Ploc, Michel, etc... Estes que carregaram equipamentos pesados na mão, enfrentaram todas as dificuldades da época, fizeram festa com caixas da POLIVOX de 3 em 1, cantaram com microfone ou as vezes sem, militavam com zines, divulgavam no mão a mão, viviam ralados de dançar break no asfalto. Esta época foi muito especial! O início dos anos 90, onde tudo era só o começo por aqui!
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| B.boy Celino (Comando Negro) Boca maldita – Centro de Curitiba. |
Não sei como está outras cidades do PR, mas acredito que falta fortalecer as raízes do hip hop, ele já foi mais unido. Como exemplo, tem muito B.boy ou grafiteiro que não curte rap e tem muito mc e Dj que não faz questão de se ligar aos outros elementos do Hip hop. Minha experiência com o movimento foi muito especial, venho do tempo em que um maluco fazia Beat Box, o Mc fazia a rima e o b.boy dançava no asfalto. Os Djs da época estavam sempre presentes e os grafiteiros mandavam sua expressão em meio a este movimento todo. Hoje em dia esta cena é rara. Mas o que mais esta faltando é algo que me fez vir a militar pelo hip hop, as POSSES (o trabalho social propriamente dito desenvolvido por pessoas ligadas ao movimento). Antigamente, o trabalho social realizado por elas era forte. Posso citar algumas delas como: “Posse Comando Negro”, “Posse Quatro elementos em ação” (na ONG ASPA), “Posse MH²M” (Movimento Hip Hop metropolitano), projeto 5 elementos do (Consciência suburbana), projeto ARTE DA PAZ do Instituto de defesa dos direitos humanos (IDDEHA). Através delas utilizamos o Hip Hop como atrativo para trabalhar com pessoas em situação de risco, ministrando oficinas de Hip Hop com a abordagem de temas como DST’s, abuso de drogas, cidadania, direitos humanos, etc.
“(...) Amo meu povo, amo o que faço e não vou desistir. O pagamento que recebo é ver o povo sorrir (...)”.
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Gazeta do Povo – 1998. (Galax e Adriano - Arquivo Negro - evento no Moustache). |
Quais são os planos para 2012?
Primeiramente vou falar do Arquivo Negro. Temos um cd oficial pronto desde 2007, o disco “O SONHO AINDA NÃO ACABOU” (olha que começamos a gravar em 2001 rss...). O grupo passou por diversas mudanças de formação, perdendo muito público neste período. Então resolvemos lançar uma Mixtape com o título “O NOVO TESTAMENTO DAS RUAS” com músicas inéditas feitas especialmente para esta mix, temos como objetivo projetar melhor nosso nome antes de lançar o cd oficial. Acreditamos que as idéias não envelhecem, afinal os problemas são os mesmos e as idéias e soluções apontadas ainda são as mesmas também! Outro projeto que estou para realizar é o lançamento de um trabalho solo, andei acumulando muitas músicas ao decorrer dos tempos e tenho como objetivo lançar um disco por ano a partir deste lançarei a MIXTAPE GALAXÃO 3.0.
Também daremos continuidade aos trabalhos sociais que realizamos em 2011. Gostaria de aproveitar para parabenizar a iniciativa dos Rapper’s Cipó e Jamaika que estão atuando em projetos sociais através de seu Instituto Laurentina Maria Benedita, que continuem ativos em 2012.
Confiram aqui o vídeo de uma das músicas que estarão na Mix do grupo ARQUIVO NEGRO – O rap não pode parar (part. Cói - Redenção):
Deixe um salve pra quem for ler essa entrevista.
Primeiramente obrigado a equipe do Beco 41 pela oportunidade! Fé em Deus a todos que estão lendo, acredite em você !!! Acredite em seus sonhos e trabalhe para executar seus projetos, tenha foco e determinação!
Sempre sonhei em ser alguém, mesmo tendo pouca escolaridade e poucos recursos. Hoje, com muita luta, cresci profissionalmente e conquistei muitas coisas em que acreditei ser impossível. Quero dar um exemplo, com muito orgulho, este ano meu parceiro Adriano (mesmo em meio à vida loca e as dificuldades) conseguiu se formar em uma das melhores universidades do país e foi reconhecido como um dos melhores alunos desta instituição. Tem grande potencial e desejo de mudança, sabe por que falei disso? Porque foi um cara que veio de baixo, família humilde, problemas raciais, sociais e nunca se deixou abalar. Para mim se tornou uma grande referência, um grande campeão! Espero que todos que estejam lendo este bate papo sejam bem sucedidos em seus projetos de vida, porque a revolução só existe se agirmos! “(...) a esperança renasceu em mim o amor me ressuscitou aqui estou e o sonho ainda não acabou (...)”
Aproveitando o momento final para divulgar meu Single que estará fazendo parte do meu trabalho solo MIXTAPE GALAXÃO 3.0 previsto para final de Março,
Contatos:
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Galax-Silva/100002120401397
Msn: galaxpr@hotmail.com
Msn: galaxpr@hotmail.com
Continuando nossa série de BatePapo com mc's pioneiros em CWB, hoje conversamos com Nairobi aka mc Numero Pi. Nesta troca de palavras conversamos sobre flow, o que mudou em uma década de rap, o seus futuros trabalhos! Confira logo abaixo.
Que os Deuses nos vejam (Prod. Cabes)
Dalhe Nairobi. Como foi que você começou a fazer rap?
Comecei a ouvir rap compulsivamente em 93 com nove pra 10 anos de idade. Em 96 com 12 eu fiz minha primeira letra no caderno (sem base, sem refrão, só o discurso tradicional do rap na época). Passaram-se dois anos pra que eu pudesse tentar (e conseguir) entrar numa balada de rap com 14 de idade em 98 (No Circus, show do Cambio Negro). A partir dessa época entrei em contato com pessoas do rap curitibano como DJ Primo DJ Ploc, Davi Black, Mazinho e o pessoal da Garagem CDs.
Por estar sempre la na Garagem (pico onde o rap de Curitiba se encontrava) comecei a ver que era possível fazer rap ou ter um grupo por exemplo. Numa sessão de autógrafos do Pavilhão 9 em 99 conheci através de um amigo em comum meus primeiros parceiros de microphone, o Clayton e o Gilney com quem eu formei o grupo P.A.S (Periferia Anti Sistema).
Nossa primeira apresentação foi no dia 11 de julho de 1999 no 66 (pico clássico do rap curitibano na época) e muita gente já estabelecida no meio como o Aranha, Maskot, DJ Primo, Vagabumbill, Jhonatan o Gralha e os caras do Comunidade Racional gostaram bastante do que a gente tava fazendo. A partir dai fui ganhando confiança em fazer o que faço ate hoje.
Você é um dos pioneiros da cena. Depois de 10 anos qual foi à maior mudança que você viu acontecer no hiphop de cwb?
Por estar sempre la na Garagem (pico onde o rap de Curitiba se encontrava) comecei a ver que era possível fazer rap ou ter um grupo por exemplo. Numa sessão de autógrafos do Pavilhão 9 em 99 conheci através de um amigo em comum meus primeiros parceiros de microphone, o Clayton e o Gilney com quem eu formei o grupo P.A.S (Periferia Anti Sistema).
Nossa primeira apresentação foi no dia 11 de julho de 1999 no 66 (pico clássico do rap curitibano na época) e muita gente já estabelecida no meio como o Aranha, Maskot, DJ Primo, Vagabumbill, Jhonatan o Gralha e os caras do Comunidade Racional gostaram bastante do que a gente tava fazendo. A partir dai fui ganhando confiança em fazer o que faço ate hoje.
Você é um dos pioneiros da cena. Depois de 10 anos qual foi à maior mudança que você viu acontecer no hiphop de cwb?
Em 12 anos, com certeza a maior mudança é inegavelmente a vinda massiva de um publico que antes não existia na nossa cultura. Tudo isso se deu com o tempo pelos pais inteiro, e Cwb não ficou de fora disso sendo o pólo de rap que é.
Antigamente fazíamos festas de rap "underground" para 150 pessoas (sendo que 100 delas com certeza eram atuantes dentro do rap na época). Fomos evoluindo aos poucos para eventos com 400, 500 cabeças. Hoje temos festivais que já chegaram a receber 5 mil pessoas, porém não sei se estas 5 mil fazem idéia do que seja a cultura hip hop de verdade, pois esta tudo se massificando muito rapidamente nos últimos 3 anos.
As coisas cresceram por aqui muito rápido e eu acho que uma boa parte deste publico só esta de passagem pela nossa cultura, porem respeito cada um dos que estão prestigiando o hip hop aqui em cwb no atual momento.
Antigamente fazíamos festas de rap "underground" para 150 pessoas (sendo que 100 delas com certeza eram atuantes dentro do rap na época). Fomos evoluindo aos poucos para eventos com 400, 500 cabeças. Hoje temos festivais que já chegaram a receber 5 mil pessoas, porém não sei se estas 5 mil fazem idéia do que seja a cultura hip hop de verdade, pois esta tudo se massificando muito rapidamente nos últimos 3 anos.
As coisas cresceram por aqui muito rápido e eu acho que uma boa parte deste publico só esta de passagem pela nossa cultura, porem respeito cada um dos que estão prestigiando o hip hop aqui em cwb no atual momento.
Você é um dos mcs mais diversificado em matéria de flow em CWB. Pra VOCÊ o que é ter flow?
Ter flow é ter personalidade, saca? E não se ater a uma fórmula segura ou que seja mais bem aceita por alguém. Procuro diversificar minhas levadas o máximo possível pra que realmente eu consiga ter musicas diversas entre si, pra que meu trampo não fique monocromático (com uma cor só).
Faço flows sossegados, extremamente agressivos, lentos e cadenciados ou rápidos e certeiros. Acho que todo emcee que se preze tinha que trabalhar nisso pra não ficar com aquele andamento quadrado de sempre nos seus raps.
E outra - não basta só ter flow, rima etc. Fazer um flow foda rimando qualquer coisa com qualquer coisa só pela questão do flow pra mim não e valido. O necessário e juntar o flow com a mensagem pra ter o efeito desejado e muitas vezes isso não e tão fácil assim.
Sempre gostei bastante de alguns sons mais pop que volta e meia apareciam por ai nas pistas, porem não me sentia bem em fazer algo do tipo. Sempre fui muito apegado ao boom-bap tradicional dos anos 90, porem sempre tive um grande fascínio pelos raps mais acessíveis de hoje em dia (anos 2000).
Depois de ter fechado o disco De Volta Aos Anos 90 vi que todos os produtores e beatmakers do país e daqui só me mandavam beats e sugestões relacionados com a estética da golden era e isso foi me deixando de certa forma limitado, dentro de uma caixinha, saca?
Apos longos períodos enchendo o saco de todo mundo (porque eu queria coisas mais atuais e pertinentes pros dias de hoje) consegui entrar numa sintonia forte com o Nave e o Laudz que são os caras que mais se identificam com essa pegada pop do rap. Depois de 12 anos de laboratório, e de passar por mil fases estéticas no rap (rap periferia, rap underground, rap anos 90) consegui me sentir bem pra fazer um som com elementos pop onde eu não estaria forçando nenhuma barra comigo mesmo como emcee e pessoa e nem com o publico que já me conhece.
Disso saiu o primeiro single do nosso projeto
Faço flows sossegados, extremamente agressivos, lentos e cadenciados ou rápidos e certeiros. Acho que todo emcee que se preze tinha que trabalhar nisso pra não ficar com aquele andamento quadrado de sempre nos seus raps.
E outra - não basta só ter flow, rima etc. Fazer um flow foda rimando qualquer coisa com qualquer coisa só pela questão do flow pra mim não e valido. O necessário e juntar o flow com a mensagem pra ter o efeito desejado e muitas vezes isso não e tão fácil assim.
Seu ultimo single com o Laudz ficou um clássico som de pista. Como surgiu essa vontade de gravar um som em um ritmo mais dançante?
Sempre gostei bastante de alguns sons mais pop que volta e meia apareciam por ai nas pistas, porem não me sentia bem em fazer algo do tipo. Sempre fui muito apegado ao boom-bap tradicional dos anos 90, porem sempre tive um grande fascínio pelos raps mais acessíveis de hoje em dia (anos 2000).
Depois de ter fechado o disco De Volta Aos Anos 90 vi que todos os produtores e beatmakers do país e daqui só me mandavam beats e sugestões relacionados com a estética da golden era e isso foi me deixando de certa forma limitado, dentro de uma caixinha, saca?
Apos longos períodos enchendo o saco de todo mundo (porque eu queria coisas mais atuais e pertinentes pros dias de hoje) consegui entrar numa sintonia forte com o Nave e o Laudz que são os caras que mais se identificam com essa pegada pop do rap. Depois de 12 anos de laboratório, e de passar por mil fases estéticas no rap (rap periferia, rap underground, rap anos 90) consegui me sentir bem pra fazer um som com elementos pop onde eu não estaria forçando nenhuma barra comigo mesmo como emcee e pessoa e nem com o publico que já me conhece.
Disso saiu o primeiro single do nosso projeto
No release do single você diz que está preparando um novo trabalho. Conte-nos um pouco mais sobre isso?
Este trampo (que seria um e.p., mas já esta virando mixtape), tem vários sons nesta pegada (mais pista) e também vários sons mais pesados que remetem ao "Répao" que todo mundo chapa na rua e espera de mim.
O projeto originalmente seria só com o Nave e o Laudo, porem tem muita gente que eu quero trampar junto e não vou deixá-los de fora dessa. Ja compus cerca de 15 sons, porem pretendo fazer de 30 a 40 pra escolher os mais certeiros pra essa investida.
Vocês vão poder ouvir desde um dirty south de tremer caminhão ate um rap boom-bap totalmente rua e purista, passando por sons bem sossegados e descompromissados ate letras políticas e sociais ou pessoais e reflexivas.
Como emcee tenho que ser completo e verdadeiro. Por isso que tenho musicas como pique pilaco e musicas como questões, saca? São 2 facetas reais da minha pessoa e neste projeto teremos muitas pegadas, idéias , flows e batidas extremamente distintas entre si .
O projeto originalmente seria só com o Nave e o Laudo, porem tem muita gente que eu quero trampar junto e não vou deixá-los de fora dessa. Ja compus cerca de 15 sons, porem pretendo fazer de 30 a 40 pra escolher os mais certeiros pra essa investida.
Vocês vão poder ouvir desde um dirty south de tremer caminhão ate um rap boom-bap totalmente rua e purista, passando por sons bem sossegados e descompromissados ate letras políticas e sociais ou pessoais e reflexivas.
Como emcee tenho que ser completo e verdadeiro. Por isso que tenho musicas como pique pilaco e musicas como questões, saca? São 2 facetas reais da minha pessoa e neste projeto teremos muitas pegadas, idéias , flows e batidas extremamente distintas entre si .
Você tem um disco praticamente finalizado (De volta pros anos 90). Quando vai soltar as pedradas desse disco para o pessoal ouvir?
Este disco foi produzido exclusivamente pelo monstro dos beats de cwb Spektrum e foi gravado em nove dias no mês de abril de 2008. Na época fizemos 52 guias-teste e acabamos ficando com 18 delas pro disco. Vou lançá-lo em 2012 na seqüência desta mixtape (ainda sem nome) .
O disco é uma declaração de amor as ruas e ao bom rap feito principalmente de 93/94 até 98/99, era em que me apaixonei de verdade pelo hip hop.
O disco é uma declaração de amor as ruas e ao bom rap feito principalmente de 93/94 até 98/99, era em que me apaixonei de verdade pelo hip hop.
De volta aos anos 90 (Prod. Spektrum)



























